segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

E a porta se abriu!

Motivado pela votação de Melhor noite de 2009 que está rolando do blog Factóide!, Magrão escreverá uma trilogia sobre a baladinha underground mais legal da Hell City. Cada capítulo, contará a saga de uma temporada. Vamos ver se ele consegue tocar seu coraçãozinho e garantir mais um voto nesse importante páreo!
Tudo começou com um show do Montage que rolou lá na Casa Fora do Eixo em meados de 2007. O gestor cultural do Espaço cubo, Pablo Capilé, trocou uma idéia com Cleiton Araújo, e falou sobre a possibilidade de criar uma noite semanal de música eletrônica naquele lugar. Após alguns contatos, mano Cleiton chamou Pedro Nogueira aka Pepa e disse: “ Pepa, bóra fazer uma baladinha marota lá na Casa Fora do eixo, lance underground, a gente chama uma galera de outros lugares pra tocar e movimenta a cena”. Lembrando que nessa época vertentes com o techno e o house estavam sendo sufocadas pela momentânea onda do Psytrance.




No princípio, as noites eram semanais e aconteciam as sextas, e pra deixar a coisa mais legal, a primeira foi no dia 13. Iahul! Com o line-up composto só por djs locais, as noites demonstravam que o projeto se tornaria algo interessante. Cada noite possuía características únicas, muitas coisas eram feitas no improviso e de última hora. Improviso esse que numa bela noite rendeu um palco recheado de televisões de diversos tamanhos, inesquecível.
Como a Casa Fora do Eixo nunca havia recepcionado o público cativo do tunts-tunts, as duas ou três primeiras noites foram empoeiradas. A quantia excessiva de freqüências graves num volume muito alto, faziam a estrutura toda tremer, e a poeira que estava no forro deu o ar da graça na pista, ou seja, todo mundo chegou em casa com o couro cabeludo preto e com o nariz cheio de tatu, e dos pretos. Rs rs rs.



Nessa época, quem encabeçava o projeto era o Cleiton e o Pepa, além do pessoal do Espaço Cubo que fazia parte do staff que trabalhava na casa. De forma coadjuvante, Angela Viganó, Atila Lima, Lucas aka Gorduraz, Paloma Okamura, Polly, Faraz e Vitor Goes também faziam parte do movimento. Pronto! A Underlab caiu na graça da galera, está na hora de começar a trazer artistas de fora! E o escolhido fooooi, Amnesia de Brasília. Além do set na Underlab, o cara também deu um workshop de produção musical lá no MISC, que abriu novos horizontes aos aspirantes a produtores. (É nêgo, o negocio não é só bombação de pista não, rs). Depois dele, vieram Komka, e em parceria com Gustavo Bongiolo, André Maggi e Rodrigo Novaes, Renato Ratier e Julião.
Certa noite, de repenteMEEENTE, surge na caixinha preta, nada mais nada menos do que ele, o canhoto mais influente do rock brasileiro, Edgar Scandurra! É camarada, o cara já fez um set na Underlab, tá pensando que é brincadeira, tá!?
Várias edições aconteceram, umas cheias outras nem tanto, umas legais e outras nem tanto. Um montão de djs locais tocou por lá, um montão de gente foi pra conhecer e gostou, ou não.



O ano chegava ao final e o público crescia a cada edição. O verão chegou, todo mundo viajou e a Underlab entrou em férias coletivas!

Aguarde cenas do próximo capítulo!
A primeira parte da trilogia underlébica fica por aqui.
Se você tem vídeos, fotos ou fatos sobre a Underlab, deixe nos comentários ou mande para lucas@mercattocomunicacao.com.br

3 comentários:

Factoide! disse...

Aê Lucas!

Blog Magro virando cultura viva da cena eletrônica de Cuiabá!

Eu fui nesse dia do Montage, foi uma piada, tocou Strauss, depois tocou uma banda de SP.

PQP! Não consegui esperar o Montage pq o som dos caras era muuuiiito chato.

A Underlab foi guerreira desde que surgiu!

Abraços,
Gabriel Lucas

pepa disse...

Muito legal a Sessão Nostalgia! :D

Estamos ae na batalha!

Pepa

RODRIGO disse...

bem legal!! e foi bem legal ter participado ativamente desse começo!
eh nois para oq precisar! abs!

 
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